Reflexão Della Morena (09/06/2020)

O urso faminto

  • Publicado: Núcleo Digital - 09/06/2020

Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.

Ao chegar lá, o urso percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira ardendo em brasas e dela tirou um “panelão” de comida. Com a panela já fora da fogueira, o urso a abraçou com toda a sua força e enfiou a cabeça dentro dela para devorar o alimento.

Enquanto abraçava a panela, percebeu que algo o atingia. Era o calor da panela. Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.

O urso nunca havia experimentado aquela situação antes e, por isso, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como alguma coisa que lhe queria tirar a comida.

Começou a urrar muito alto...

E, quanto mais urrava, mais apertava a panela contra o seu imenso corpo com medo de perde-la.

E, quanto mais a panela quente o queimava, mais ele a apertava contra o corpo e mais alto ele urrava.

Quando os caçadores retornaram ao acampamento, encontraram o urso recostado numa árvore próxima à fogueira, segurando a panela de comida. Ele tinha tantas queimaduras que o fizeram ficar grudado na panela e seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar urrando...

MOMENTO DE REFLEXÃO

Em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas ou pessoas que julgamos ser muito importantes.

Algumas delas nos fazem gemer de dor... Queimam-nos por fora e por dentro e, mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e, por isso, nos colocamos numa situação de sofrimento e desespero. Apertamos essas coisas, essas pessoas contra nossos peitos, junto dos nossos corações e, terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos...

Para que tudo de certo em nossa vida é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação, nos dará condições para prosseguirmos na nossa caminhada.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve. Tire do seu caminho, tudo aquilo que faz o coração arder... Solte a “panela”.

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